setembro 27, 2003
POESIA CONTRA A DITADURA
No História e Ciência , que tem publicado muita informação bibliográfica, sumários e notas sobre matérias de história contemporânea, está reproduzida uma série de poemas “baseados na história”, que inclui essencialmente poemas de “oposição”. Cito da nota introdutória :
"A poesia foi em Portugal, como em muitos outros sítios, uma arma inequívoca e poderosíssima de actuação ou de pronunciação contra o regime ditatorial. Como o foi também a prosa, donde se destaca aquela inserida na denominada "Literatura Neo-Realista".
Por agora falemos só de poesia, chamando a atenção, em estilo de introdução, para aquela que foi alguma da produção de alguns dos nossos poetas. O Estado Novo foi o visado. As políticas repressivas e os seus agentes, foram os alvos particulares. As condições de vida, a falta de liberdade e a luta do povo, os referenciados. O desejo de mudança, uma constante. Porque no âmbito da História, a vertente da Cultura, reveste especial importância para a compreensão de uma totalidade mais alargada, sendo também o seu reflexo, deixamos então umas breves referências, susceptíveis de permanente complementar e enriquecimento."
Lista de poemas reproduzidos:
António Gedeão - "Enquanto"
Sidónio Muralha - "Soneto imperfeito da caminhada perfeita"
João Apolinário - "É preciso avisar..."
José Carlos Ary dos Santos - "Soneto escrito na morte de todos os antifascistas assassinados pela PIDE"
- "Não passam mais"
Mário Dionísio - "Elegia ao companheiro morto"
Jorge de Sena - "A cor da liberdade"
Miguel Torga - "Não passarão"
Maria Teresa Horta - "Mulher resistente"
Papiniano Carlos - "Canção"
Sophia de Mello Breyner Andresen - "Catarina Eufémia"
José Gomes Ferreira - "Não trairei"