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maio 30, 2005

HOMENAGEM AO GENERAL SOUSA DIAS NA GUARDA

Secção: Biografias / Vidas

Guarda: General Sousa Dias vai ser homenageado - Iniciativa marcada para Setembro

A «Associação Cívica Adalberto Gastão Sousa Dias» que vai ser criada na cidade Guarda, por iniciativa de várias personalidades locais e nacionais, vai homenagear o general, falecido em 1934 no Mindelo, em Cabo Verde. Em 2004 o general foi alvo de uma primeira homenagem, que contou com a participação do ex-Presidente da República, Mário Soares.

Segundo apurou a KA, a novel colectividade que integra nomes como José Domingos, António Arnault, Alípio de Melo e os generais Vasco Lourenço e Monteiro Valente, surge com o objectivo de prestar “a verdadeira homenagem” ao general Sousa Dias, que faleceu em Cabo Verde, mas cujo corpo foi secretamente transladado para um jazigo do Cemitério da Guarda.

José Domingos, um dos fundadores da associação explica que a colectividade vai ter duas vertentes distintas. “Uma componente cultural, que visa criar um espaço de debate cívico que queremos fazer entre o passado e o presente e cimentar o espírito democrático em Portugal e na Guarda. A outra vertente é cívica e tem por objectivo não deixar esquecer os feitos da democracia e de quem lutou por ela, como foi o caso de Adalberto Gastão Sousa Dias”.

O primeiro propósito da associação vai ser homenagear Sousa Dias. A iniciativa está marcada para Setembro e consiste na colocação de um monumento, da autoria do escultor Octávio Gonçalves, junto da casa onde viveu, no Bairro do Bonfim, na cidade da Guarda.

“Vai ser um monumento monolítico de granito, vindo dos Fóios (Sabugal), que vai ser impregnado em bronze, com uma simbologia evocativa do general, prestando devidamente a homenagem a que ele tem direito por justiça e mérito, pela luta que fez em nome da democracia, contra a ditadura”, explicou José Domingos.

Recorde-se que ao general Sousa Dias já foi prestada uma primeira homenagem por ocasião da passagem dos 30 anos após o 25 de Abril. No ano passado a Escola Superior de Educação da Guarda (ESEG) promoveu uma jornada de dia inteiro que incluiu uma conferência com o antigo Presidente da República, Mário Soares.

A propósito da iniciativa realizada em 2004, Joaquim Brigas, o director da ESEG, afirmou: “De todas as iniciativas que foram levadas a cabo ao longo deste ano, a mais relevante foi, sem dúvida, a homenagem prestada ao general Sousa Dias, no âmbito do ciclo de debates dos 30 anos do 25 de Abril. Não apenas pelo prestígio que este guardense granjeou dentro e fora de fronteiras, na sua luta pela liberdade, e contra a repressão salazarista. Mas também porque, para invocar e analisar o percurso desta insigne figura, vieram à nossa escola uma plêiade de notáveis cidadãos, com destaque muito especial para o ex-Presidente da República, dr. Mário Soares”.

”A lição que Mário Soares deixou na ESEG, traçando o percurso, a obra e o homem que foi o general Sousa Dias ficará para a história desta instituição. Sobretudo porque Mário Soares não se limitou a reavivar a memória escrita daquele general. Mas antes porque o ex-Presidente da República revelou um conjunto de factos da carreira de Sousa Dias que, sendo desconhecidos da maioria dos cidadãos portugueses, remetem aquele combatente pela liberdade para o lugar dos injustiçados da Pátria.
Um homem bom, um livre pensador, solidário e justo, enfim, alguém que se bateu pelos ideais da construção de um homem novo, e um mundo mais fraterno”, sustentou também Joaquim Brigas.

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maio 28, 2005

MORTE DE HARILAOS FLORAKIS

Secção: Biografias / Vidas

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Former Greek communist party leader dies


Trancrição da notícia necrológica no Avante!, 25/5/2005

Morreu Harilaos Florakis

O presidente honorário do Partido Comunista Grego (PCG), Harilaos Florakis, morreu a 22 de Maio, com 91 anos.
O corpo do destacado dirigente comunista esteve em câmara ardente na sede do PCG em Perissos, nos dias 24 e 25 de Maio, onde camaradas e amigos lhe prestaram pública homenagem. O enterro tem lugar amanhã, em Paliozoglopi, no município de Itamos em Salónica, sua região natal.
Nascido a 20 de Julho de 1914, Harilaos Florakis tornou-se militante da Federação da Juventude Comunista da Grécia em 1929. Em 1941 entrou para o PCG, em cuja reconstrução participou activamente, destacando-se na luta contra a ditadura e a ocupação. Membro da Frente Nacional de Libertação desde a sua formação, bem como do Exército Popular de Libertação Nacional (ELAS), Harilaos Florakis adoptou o nome de guerra de «capitão Yiotis».
Em 1949 foi eleito membro do Comité Central do PCG. Perseguido, preso e exilado num total de 18 anos, 12 dos quais com sentença de prisão perpétua e seis de exílio, Harilaos Florakis protagonizou alguns julgamentos célebres, como o conhecido «Grande Julgamento» de Maio de 1960, no Tribunal Marcial de Atenas.
Nada quebrou a sua resistência. Em 1972 é eleito primeiro secretário do CC do PCG, cargo que ocupou até 1989. Com o fim da ditadura militar na Grécia, o contributo patriótico de Harilaos Florakis veio a ser reconhecido, tendo recebido, entre outras distinções, a Medalha de Honra do ELAS e a Medalha de Mérito Militar do Exército Democrático da Grécia.
Em mensagem de condolências ao PCG, o Secretariado do CC do PCP manifestou a sua grande consternação pelo desaparecimento do «histórico dirigente» e «destacada figura da luta dos comunistas e do povo grego pela liberdade, a democracia e a soberania» da Grécia.
Com a morte de Harilaos Florakis, sublinha o PCP, não apenas os comunistas e os patriotas gregos perdem uma importante personalidade, mas também «o movimento comunista em todo o mundo».

Publicado por José Pacheco Pereira em 02:47 PM | Comentários (0) | TrackBack

maio 27, 2005

MEMÓRIAS DE EDGAR MACIEL CORREIA (1945-2005)

Secção: Biografias / Vidas
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Carlos Luis Figueira sobre Edgar Correia

Vasco de Carvalho, "Edgar Correia - um militante indomável", Público, 30/04/2005

Paulo Sucena, Entre o Delírio e o Desassossego.

João Tunes, Edgar Correia, Água Lisa.

Pedro Baptista, In memoriam Edgar Correia, Comércio do Porto, 19/5/2005

Todos estes textos estão transcritos em baixo.

Mais documentos sobre Edgar Correia: Carta de Demissão, Nota para audição prévia de Edgar Correia nos termos e para os efeitos do artº 60º dos Estatutos do PCP , RESOLUÇÃO DO SECRETARIADO DO COMITÉ CENTRAL SOBRE GRAVES VIOLAÇÕES DOS PRINCÍPIOS E NORMAS ESTATUTÁRIAS POR EDGAR CORREIA.

CARLOS LUIS FIGUEIRAS

Conheci o Edgar no Porto, em finais dos anos 60, por volta de 70 / 71, não sei precisar mais. Fazia parte eu com ele e o José Carlos de Almeida do organismo mais importante do Partido a Norte. A chamada troika, cujo responsável era o Carlos Costa. O Edgar era o único de nós que não era ainda funcionário do Partido e se mantinha numa situação legal. Este facto inédito na prática do Partido só era possível pelas qualidades politicas que se reconheciam ao Edgar e pela confiança que nele se depositava. Nesta troika eu era responsável por todas as Beiras, o José Carlos de Almeida pelo sector operário do Porto e o Edgar pelo sector intelectual do Porto e boa parte do Norte do Pais.

Ao fim de algum tempo o Edgar foi substituído no organismo pelo José Bernardino este, quadro clandestino, acabado de chegar do exterior.

Lembro-me a propósito que se organizou entre a troika um jantar de despedida do Edgar tendo este nos obsequiado com um suculento leitão que na altura nos soube a pouco.

A despedida do Edgar coincidiu com a sua entrada na clandestinidade, ele e a sua companheira. Teve como quadro clandestino destacadas responsabilidades no Alentejo, onde se manteve ainda durante algum tempo após o 25 de Abril, num período em que as suas qualidades politicas foram muito importantes para a definição de uma orientação concreta do Partido face ao problema da terra e o arranque para as ocupações que deram origem à reforma agrária.

Já depois do 25 de Abril participei com o Edgar e outros camaradas na Comissão de Organização do Partido, estrutura que tinha a particular responsabilidade de dar conta dos níveis de crescimento de um partido que passa de um partido de quadros para um partido de massas e definir as principais linhas de orientação para a sua estruturação orgânica. O Edgar respondia então pelo distrito do Porto onde já se encontrava depois da sua saída do Alentejo.

Como membro da Comissão Politica durante largos anos tive a oportunidade de continuar a conviver de perto com o Edgar e a apreciar a sua inteligência e a sua não menor coragem politica. Era de facto daquele conjunto de quadros que compunham a Comissão Politica o que apresentava sobre diversas matérias um grau de preparação maior o que não poucas vezes conduziu a acesos debates e confrontos particularmente com os elementos mais aparelhisticos e carreristas deste organismo, acentuando-se as clivagens que conduziram mais tarde ao desfecho politico que se conhece.

Carlos Luís Figueira

2005-04-20

VASCO DE CARVALHO

Vasco de Carvalho, Edgar Correia - um militante indomável

(Público, 30/04/2005)

Conheci pela primeira vez Edgar Correia quando ele repousava no seu berço de menino, pouco depois de nascer.
Era amigo de seu pai, Fernando Correia, que por meu intermédio se filiou no Socorro Vermelho Internacional, quando era estudante de engenharia, e foi um militante tenaz no Porto.
O pai também foi vítima do estalinismo, sendo falsamente acusado de ter denunciado camaradas quando da sua prisão. Na realidade, Fernando Correia foi posto em liberdade pouco depois de ter sido preso, porque seu pai, na Primeira Guerra Mundial, salvou a vida do que seria então director da PVDE, e este, por uma questão de gratidão, mandou soltar Fernando Correia. O verdadeiro denunciante foi um outro camarada estudante cujo nome não me recordo.
Segui a evolução de Edgar Correia, primeiro como jovem estudante anti-fascista até à sua posição de militante devotado do Partido Comunista Português, do qual veio a ser expulso, porque não era um homem para dizer sempre que sim, pela facção estalinista que infelizmente perdura no partido.
Edgar Correia sempre quis que o seu partido fosse seriamente marxista-leninista.
O seu combate não abrandou depois da sua expulsão do partido pelo qual tanto se sacrificou, quer do ponto de vista profissional, quer familiar.
Com o falecimento de Edgar Correia perdeu-se um militante indomável pelo ideal comunista. Ideal comunista que não será a instauração de uma nova ditadura, como aconteceu na Roménia, na Hungria, etc., mas a conquista de um poder verdadeiramente democrático para o povo.


PAULO SUCENA


Um misto de razão e emoção

Há muito não me acontecia escrever sob uma tão espessa, dolorosa e funda amargura. Não procuro as palavras, porque todas seriam pobres e demasiado frágeis para falar de um amigo querido, de um homem bom, de um comunista íntegro e inteiro como poucos outros conheci.
Não era uma personalidade plana. Edgar Correia era um ser rico e complexo, com defeitos como todos os humanos, mas com uma generosidade e por vezes com uma simplicidade tão tocantes que só não emocionavam quem, de todo, fosse destituído de sensibilidade. Edgar Correia era um misto de razão e emoção plantado no centro da vida, com uma inesgotável capacidade de reflectir e de agir.
Assim morreu e assim cresceu, desde a adolescência. Com 13 anos já acompanhou seu pai, activamente, na candidatura de Humberto Delgado à Presidência da República. Ao cair da tarde de terça-feira passada, a escassas horas da sua morte, ainda levantou energicamente o braço, quando abriu os olhos, mais pesados do que a tristeza do mundo, para me ver pela última vez. Ainda fez um segundo gesto semelhante ao primeiro, mas já com um cansaço que me gelou o coração e então fui eu que lhe apertei a mão mais próxima num diálogo surdo que só a amizade compreende. Um último sopro de vida alimentou alguns sons esparsos e desarticulados que eu e a Helena decifrámos no mesmo sentido e eles prendiam-se, como a expressão do rosto confirmava, com uma preocupação que durante muitos anos partilhámos durante a década de 90.
Estava a morrer um homem igual a si próprio. Um homem que fizera da causa comunista a razão da sua vida. Edgar Correia aderiu ao PCP em 1965. A partir de 1970, primeiro numa situação de semiclandestinidade e depois como militante clandestino integrou a direcção regional do Norte do PCP, que dirigia a organização e a acção do partido nos dez distritos do Norte e do Centro do país. No final de 1972 foi deslocado para o Sul, passando a integrar a direcção da organização regional do Sul do PCP. Nesta situação soube, por um anúncio colocado no jornal O Século, que lhe tinha nascido um filho, porque algo se perdera num comboio saído de Lisboa com destino ao Porto. Se a direcção do comboio fosse a contrária, isso significava que nascera uma filha. Dessa circunstância sentimental ou de todas as outras que tiveram a ver com a dureza da vida clandestina nunca lhe ouvi uma palavra de azedume ou de egoísmo.
Edgar Correia plasmava a dureza da razão com a doçura do coração, orientadas ambas para a consecução do grande objectivo da sua vida - a construção de uma terra sem amos.
Após o 25 de Abril participou activamente no arranque da Reforma Agrária com a firmeza política que sempre lhe conheci e com a humanidade que pude intuir ao ver os laços tão afectuosos existentes entre ele e os trabalhadores agrícolas alentejanos. Em Julho de 1975, regularizada a sua situação militar, readquiriu o seu nome verdadeiro e regressou ao Norte onde permaneceu até 1990, tendo sido responsável pela direcção da organização regional do Porto.
Transferido para Lisboa pelo partido, Edgar Correia assumiu múltiplas funções na comissão política, no âmbito da educação, da ciência e da tecnologia, da saúde, da segurança social e de outros assuntos sociais. Foi membro do comité central de 1976 a 2000 e da comissão política entre 1983 e 2000, tendo-se demitido destes organismos, no final de Novembro de 2000, por divergências de natureza política com a direcção do PCP.
Todavia, Edgar Correia manteve-se até à morte como comunista, dizendo-me frequentemente que na sua vida não havia senão um caminho - o do ideal comunista abraçado na juventude. Esse ideal sobrepujava tudo, mesmo a funda, terrível e disfarçada amargura de se ter visto expulso do seu partido.
Quem o leu sabe que os seus escritos geraram diversificadas controvérsias, mas sob o azebre das palavras repousavam parâmetros de uma ética pessoal, algumas vezes excessiva, e uma dor que ele sabia irremovível que às vezes o tornavam violento como só um homem extremamente bom o pode ser.
Trabalhei com ele muitos anos e da saudade desses tempos não falo porque é só minha, apenas confesso que ele reforçou em mim a ideia de que a lealdade política é um bem inestimável e que os princípios não estão à venda. Essa firmeza e essa intransigência deram-nos saborosas e difíceis vitórias políticas.
Morreu Edgar Correia, mas estou certo de que a sua herança é partilhada por muitos dos que com ele trabalharam. Morreu Edgar Correia - o ideal comunista ficou mais pobre.

[Paulo Sucena, Secretário-Geral da FENPROF]


JOÃO TUNES

EDGAR CORREIA

A notícia andou por aí sem oportunidade, no momento, de a ecoar – faleceu Edgar Correia.

Fomos companheiros diários de lutas estudantis (e outras, nomeadamente nas actividades culturais, sobretudo no Cine Clube do Porto), em 1967 e 1968, no Porto. Lutámos, conspirámos, fizemos juntos, e outros mais, aquilo que, na altura havia a fazer – resistir, resistir. Fomos camaradas sem sermos amigos. Porque, pessoalmente, não nos gostámos.

Voltámos a encontrarmo-nos algumas vezes depois. Noutras lutas, agora – avançar, avançar. Continuámos camaradas sem sermos amigos.

Eu saí da organização em que fomos camaradas, ele ficou. Depois, chegou-lhe a hora de querer renovar, foi expulso. Nunca tendo sido amigos, deixámos de ser camaradas.

Um dia, alguns dos que o expulsaram vão querer renovar o que renovação não tem. E vão sair ou serem expulsos.

Edgar Correia foi um lutador. Um homem de elevada craveira intelectual, um poço de energia cívica, um passado de dedicação profunda à luta pelas suas convicções. Foi meu camarada. Nunca foi meu amigo. Lamento, com toda a sinceridade e respeito, a sua perda.


PEDRO BAPTISTA

Pedro Baptista, In memoriam Edgar Correia

Para lá da perda do homem e do amigo, o falecimento do Engenheiro Edgar Correia foi uma baixa significativa na esquerda: porque se finou um dos que nunca desistiu de lutar pelo que considerava justo; e porque se perdeu um espírito que, mantendo os ideais de sempre, procurava gizar-lhes o caminho da concretização, com criatividade, inteligência e abertura de espírito face à história e à realidade de todos os dias e todos os espaços.

Tivemos o privilégio de termos sido amigo do Edgar. No princípio da nossa vida política mais activa, e já perto do fim da sua vida, princípio e fim entrecortados por mais de 30 anos de acérrima divergência política, em que contudo fizemos sempre questão e tivemos o gosto de o continuar a respeitar e a considerar amigo. Porque, para além do mais, vimos sempre no Edgar, entre os que conhecemos, o melhor de todos, o que, de forma aparentemente paradoxal, era o mais inteligente e o que defendia com mais combatividade as suas convicções, mesmo quando já eram apenas uma quimera. A prova de que o paradoxo era apenas aparente, é que percebeu que todo o edifício, a cuja construção tinha entregue mais de 30 anos, ruíra, porque não merecia continuar e, por isso, era preciso a coragem de começar tudo de novo, por um novo caminho e mesmo um novo destino.

Era o que procurava fazer, desde que o PCP considerou insuportável a sua insistência na renovação, na democratização e na abertura, a partir da reflexão e do debate, desde os princípios à prática política concreta, desde os contornos do ideário aos projectos políticos imediatos. Um esforço que era mais do que necessário para o PCP sair da obsolência vegetativa que, lenta mas progressiva e inexoravelmente, o isola cada vez mais na sociedade portuguesa e na esquerda europeia e de todo o mundo.

Encontrámo-nos o ano passado para um "papo" que durou quase a tarde inteira. Se falámos de política concreta, foram cinco minutos. De resto o tema que nos prendeu foi o homem. O Homem. Sabíamos que a política só vale a pena se servir para isso.

Disse-lhe que considerava, e já o tinha escrito, o maior erro da minha vida ter aderido na juventude às teses de Louis Althusser, uma leitura estruturalista do marxismo que se assume como ciência e donde desaparece o humanismo, como uma reminiscência indesejável de ideologia. Ele deu-me informações que eu desconhecia sobre os últimos anos do filósofo francês, mormente sobre o facto de ter redigido uma autocrítica intitulada "O Futuro é muito tempo" em que reconhece erros fundamentais no seu pensamento, pelo que me disse o Edgar, coincidentes com alguns dos que eu próprio estigmatizava.

Desconhecedores da doença, procurámo-lo recentemente, desta vez, para falar de política concreta e imediata, em particular do nosso Porto, mas do telemóvel já ninguém atendia. No entanto, os seus últimos trabalhos, no sítio dos "Comunistas renovadores", são a expressão de como a inteligência quando se faz irmã da coragem, não só para avançar como para pensar, não só para cindir como para unir, não só para continuar como para mudar, é a mola real do progresso das ideias e da construção dos grandes projectos libertadores da humanidade. O Edgar faz falta à esquerda. Faz falta à esquerda portuguesa... muitos Edgars. Ficando pois a sua mensagem.

Que passa pela reflexão global necessária, onde se conjuguem as tradições da social-democracia primitiva, dos socialistas de esquerda, dos comunistas anti-totalitários, dos liberais de esquerda e dos libertários, para refazer o Grande Sonho e ter o discernimento necessário, suficientemente desperto, para encontrar os caminhos mais adequados ao tempo em que se vive e às realidades concretas.

Sabendo que o adversário também ajuda, porque não poucas vezes, tem bons argumentos e esses são sempre os melhores, venham de onde vierem. Deverão ser, por isso, os nossos argumentos, também. E o seu crivo contraditório é também grande ajuda para aferir da força ou fraqueza das nossas percepções e soluções. Pelo que, o espaço da esquerda e da criatividade necessárias para o encontro de soluções passa pela invenção de novas formas de participação política, sem nunca porem causa os princípios da representação vinda do sufrágio universal e do livre debate argumentativo que podem e devem, entretanto, serem depurados e melhorados na sua eficiência.

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LUDGERO PINTO BASTO (1909-2005)

Secção: Biografias / Vidas

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Raimundo Narciso, "Morreu Ludgero Pinto Basto", Memórias, 25/5/2005


António Melo, "Morreu Ludgero Pinto Basto, comunista e antiestalinista", Público, 25/5/2005, transcrito a seguir:

Dirigente nos anos 30, é como militante legal que presta apoio médico ao aparelho clandestino do PCP

O médico Ludgero Pinto Basto foi ontem a enterrar, em Lisboa, depois de uma vida inteiramente dedicada aos ideais de solidariedade humana e igualdade social. Cultivou-os na maçonaria, onde se iniciou em 1928, e no Partido Comunista Português de que foi militante e dirigente, a partir de 1931. Tinha 96 anos e encontrava-se enfermo há alguns meses. Em Abril do ano passado foi condecorado com a Grande Ordem da Liberdade.
Ludgero Pinto Basto nasceu a 13 de Janeiro de 1909 na Lixa (Felgueiras). Filho de uma professora primária e de um comerciante bem sucedido, "não tinha jeito nem vontade" para o negócio de fazendas e riscado. A isso o destinava a mãe, quando o pai morreu, vítima de uma úlcera gástrica, e ela teve de se ocupar, além da escola, com o balcão da loja. A jovem viúva ficara com três filhos para cuidar. Ludgero tinha cinco anos, Anibal três e o mais novo, Êrnani, nem ano e meio atingira quando morreu Eugénio Ferreira Basto, o pai.
Ludgero não sentia qualquer vocação para aquele negócio. Durou nove anos a prova de força com a mãe. Tinha 17 anos quando a mãe lhe disse: "Vais estudar".
Em três anos fez o ensino secundário, no Colégio Almeida Garrett, no Porto. Com 19 anos entrou para os preparatórios de Medicina e no ano seguinte, rumou a Lisboa, onde considerava estar a "melhor escola médica do país".
Além de aprender a salvar a doença individual, abraçou também a causa da revolução social; e em 1931 tornou-se membro do PCP. Foi na semi-clandestinidade que, em 1935, concluiu o curso. Conseguiu iludir a vigilância da polícia política salazarista e abriu um consultório na zona da Penha de França, em Lisboa, recorrendo a um apelido da mãe que pouco utilizava: Ferreira Pinto. Foram muitos os militantes clandestinos comunistas que recorreram aos seus cuidados, que nunca recusou, sem cuidar dos riscos.
De Setembro de 1938 a 1 de Dezembro de 1939 assegurou o funcionamento do secretariado político comunista, com Francisco Miguel e Álvaro Cunhal, que apoiou sempre, sem esconder a crítica e sem quebra de amizade. Nesse 1 de Dezembro foi preso em Benfica (Lisboa) quando, precisamente com Francisco Miguel, ia encontrar-se com outros elementos do comité central. Foi condenado a 20 meses de prisão, mas acabou por ficar quase quatro anos nos presídios do regime, dos quais dois em Angra do Heroísmo, de onde regressou em 1943, para Caxias e só então foi libertado.
Passou a viver na legalidade e retomou a actividade clínica. Especializou-se em endocronologia, disciplina clínica de que foi percursor em Portugal. A evolução política na União Soviética, sob a direcção de Estaline, sobretudo os "processos de Moscovo", onde os "companheiros de Lenine", acusados de contra-revolucionários, mereceu a sua crítica interna no PCP, mas sem pôr em causa a sua fidelidade à linha partidária.
Por isso enfatizava a reabilitação política de Bukarine (executado em 1938), ainda durante a existência da União Soviética, dando pleno valor ao que deixara escrito no seu testamento clandestino, só revelado muitas décadas mais tarde pela viúva: "Sabei camaradas, que sob a bandeira que levais, em marcha triunfal para o comunismo, há também uma gota do meu sangue!"
Nos primeiros anos de estudante de Medicina, Ludgero passou pela maçonaria e pertenceu à loja Rebeldia, em Coimbra, de que fez parte outro médico, também resistente antifascista, mas do Partido Socialista, Fernando Vale. Foi desta loja que saíram os líderes da greve académica de 1931, contra a ditadura militar saída do 28 de Maio de 1926. Mas a sua permanência no Grande Oriente Lusitano Unido foi breve, pois os seus rituais pareceram-lhe fora do seu tempo. Foi no PCP que se realizou politicamente.
Leonardo Coimbra, seu conterrâneo, que nesse tempo ainda não se tornara "praticamente beato", foi quem o iniciou nos caminhos do "materialismo dialéctico" e lhe deu conta da revolução bolchevique, que desde 1917 abalava o mundo. Das lições desse tempo conservou Ludgero uma animosidade política permanente contra Trotsky. Em contrapartida, Lénine e Bukarine entusiasmavam-no. Se a crítica que fez do estalinismo foi tímida, isso deveu-se unicamente ao rigor político do tempo, que não tolerava que se beliscasse o "pai dos povos", mas sempre acusou Estaline de ter pervertido o projecto de Lenine.
Esteve na guerra civil de Espanha, onde se encontrou com Togliatti, líder comunista italiano, de pequena figura, mas que ficou a admirar pela sua determinação.
A deliquescência do regime soviético só o surpreendeu por tardia, porque tinha fundadas dúvidas sobre aquele "socialismo real". Por isso discordava que se falasse de "utopia comunista" para caracterizar o século XX. Considerou, até ao fim, que um tal projecto de sociedade permanecia válido, convencido de que "todas as misérias do capitalismo se mantinham e até se exacerbaram em certos sítios". Preocupação séria para si era ver a tendência crescente para um individualismo egoísta e "as pessoas menos interessadas na evolução da sociedade do que no princípio do século XX".

Publicado por José Pacheco Pereira em 12:31 PM | Comentários (0) | TrackBack

maio 25, 2005

FEIRA DO LIVRO DO PORTO HOMENAGEIA ÓSCAR LOPES

Secção: Biografias / Vidas

"A feiras do Porto tem como principal iniciativa a homenagem a Óscar Lopes. Depois da abertura ao público às 16h, no Pavilhão Rosa Mota, a feira terá a inauguração oficial pelas 18h30, na presença do presidente da câmara, Rui Rio.

O escritor portuense estará em destaque, decorridos que estão 50 anos sobre a primeira edição da incontornável História da Literatura Portuguesa, realizada em co-autoria com António José Saraiva (ver texto ao lado). A exposição Álbum de Família é dedicada ao autor e vai mostrar, nas mesas do café literário, centenas de fotos e postais do seu espólio.

O dia 4 de Junho será o momento alto da homenagem a Óscar Lopes - pelas 17h30, vai realizar-se uma mesa redonda de tributo ao ensaísta (com a presença da ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima) e será projectado um documentário inédito sobre o escritor, realizado por Diogo Collares."

(Público, 25/5/2005)

Publicado por José Pacheco Pereira em 10:42 AM | Comentários (2) | TrackBack

maio 22, 2005

UMA NOVA PÁGINA PARA O ESTUDO DO COMUNISMO ESPANHOL

Secção: Bibliografia

Estudios sobre la historia del movimiento comunista en España é um sítio espanhol semelhante aos EsC e que contém fontes. bibliografia , e pequenas notas de estudo. Uma ligação permanente passará a fazer parte da coluna à esquerda.

Publicado por José Pacheco Pereira em 11:57 PM | Comentários (0) | TrackBack

maio 20, 2005

GUIA DA HISTÓRIA DAS ESQUERDAS BRASILEIRAS

Secção: Bibliografia

Esta página sobre a história das esquerdas no Brasil é um instrumento de trabalho indispensável para os interessados. Uma ligação permanente passará a fazer parte da coluna à esquerda.

O seu autor Prof. Ricardo Figueiredo de Castro é autor de vária bibliografia sobre o assunto, que inclui:

"A Frente Única Antifascista (FUA) e o antifascismo no Brasil (1933-1934)", Topoi, Rio de Janeiro, setembro de 2002,

“Os intelectuais trotskistas nos anos 30”, Daniel Reis Filho. (org.) Intelectuais, História e Política: séculos XIX e XX. Rio de Janeiro, Ed. Sette Letras, 2000

“As resistências dos povos à partilha do mundo” , Jorge Ferreira, Daniel Aarão Reis Filho, Celeste Zenha, O século XX. vol 1: o tempo das certezas, Rio de Janeiro, Record, 2000. (Em co-autoria com Andréa Facina)

«As esquerdas e o processo constituinte brasileiro de 1933-34: projeto e ação política», História Social, Revista dos Alunos da Pós-Graduação em História da Unicamp, Campinas, 2 (1), 1996

Publicado por José Pacheco Pereira em 11:12 AM | Comentários (0) | TrackBack

maio 19, 2005

NOVA PUBLICAÇÃO: Chapters in the History of Communist and Socialism (CHOCS)

Secção: Bibliografia
Transcreve-se em seguida o texto de apresentação e a constituição do grupo editorial de uma nova publicação dedicada à história do movimento comunista: Chapters in the History of Communist and Socialism (CHOCS)

About CHOCS

CHOCS is a new, online journal which focuses on the history of communism and socialism, with no geographical or chronological limits.

The sudden collapse of the Soviet bloc in 1989-91, the rapid transition from communism to capitalism in the last two decades, and the decline elsewhere of communist, socialist and revolutionary movements with or without a genuine popular base, has meant that these societies and movements, once an important factor in world politics, have a history to be written; and one that can, in present circumstances, be more easily written.

Our journal, Chapters in the History of Communist and Socialism (CHOCS), aims to be a forum for the analysis of the history of these movements, presenting the latest findings of researchers from all parts of the world – in particular from formerly closed societies where archival research is now more feasible, but also taking the opportunity to give a voice to those who participated in, or observed, such movements.

Whilst particularly encouraging work on the history of communism and socialism in the 20th century, we will also encourage submission of work on earlier historical periods, written from theoretical or historical perspectives. We do not wish to confine ourselves simply to those states of the former 'communist bloc', important as their experience is - articles on (for example) aspects of the communist and socialist experience in the USA or France, UK or Australia, South Africa or Indonesia will be welcome.

CHOCS will deal with ideas as well as organisations, with theory as well as practice; in short, with communism and socialism in its many manifestations.

Within this broad historical and geographical remit, we particularly hope to analyse some of the less familiar periods, events and figures in the history of communist and socialist movements, and contributions that fit this remit are welcome.

We should emphasise that CHOCS is completely non-sectarian and open to authors of all political persuasions who have interesting or original contributions which fit the journal’s remit. Naturally, as an academic journal we will not accept contributions which use racist, sexist or generally inappropriate language.

Our intended audience is not only academics but anyone with a general interest in the subject matter; and our authors will include academics, but also others who have a contribution to make to the understanding of the experience of socialism and communism.

CHOCS will consist of a twice-yearly journal, run by an Editorial Board, published as an online journal on this website. The journal will feature articles (peer-reviewed), reviews, research notes and notes on work in progress, memoir pieces, biographical notes.

The website will include the current issue of the journal, the journal archive, and notes from the Editorial Board.

We encourage you to submit manuscripts to the editors at : chocsjournal@hotmail.com

April 2005


Editors
Patrick Goode, Paul Wingrove,
London.

Editorial and advisory board

Patrick Goode, Paul Wingrove (Greenwich, UK), Robert Benewick (Sussex, UK), Lavinia Betea (Bucharest, Romania), Hua Qingzhao (Tianjin, China), Kate Hudson (London South Bank, UK), Rick Simon (Nottingham Trent, UK).

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maio 18, 2005

ANTÓNIO JOSÉ SARAIVA E O MAIO DE 1968

Secção: Biografias / Vidas

Tertúlia sobre António José Saraiva

Maio e A Crise da Civilização Burguesa, de António José Saraiva, editada pela Gradiva, foi lançada a 17 de Maio na Faculdade de Letras de Lisboa.

A sessão integra-se na jornada «António José Saraiva em tertúlia», uma proposta do Departamento de Literaturas Românicas daquela universidade, que contará com um debate moderado por Teresa Rita Lopes, sobre "Maio de 68 em Portugal", reunindo a participação de António Costa Pinto, José Pacheco Pereira, Luís Ramalhosa Guerreiro e Vítor Viçoso. Luísa Dacosta, José-Augusto França e Maria Lúcia Lepecki, também contribuirão com o seu testemunho, moderado por Leonor Curado Neves. Em análise estarão ainda os aspectos do ensaísmo do antigo professor e investigador de Cultura Portuguesa, com os contributos de Maria Vitalina Leal de Matos, Maria das Graças Moreira de Sá e Maria de Lourdes Cidraes, e moderação de Ernesto Rodrigues.

Publicado por José Pacheco Pereira em 05:04 PM | Comentários (0) | TrackBack

maio 13, 2005

BIBLIOGRAFIA SISTEMÁTICA SOBRE O PCP, OS MOVIMENTOS COMUNISTAS E RADICAIS E A OPOSIÇÃO POLÍTICA E SOCIAL ATÉ 25 DE ABRIL DE 1974 (Em organização) - I PARTE

Secção: Bibliografia


1 – BIBLIOGRAFIAS

2- LIVROS DE REFERÉNCIA, DICIONÁRIOS, ANUÁRIOS, CRONOLOGIAS, ESTATÍSTICAS

3 – BIOGRAFIAS (A-C)

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NOTA

Ainda de uma forma experimental vou começar a organizar uma bibliografia sistemática sobre o PCP, o movimento comunista e radical (incluindo a extrema-esquerda), e a oposição política e social à ditadura. Trata-se de ir progressivamente actualizando todo um trabalho bibliográfico que foi iniciado nos Estudos sobre o Comunismo (em papel), na Análise Social e no Boletim de Estudos Operários, e depois retomado aqui. Dado que se trata de lidar com centenas de referências bibliográficas e para não privar os interessados de tudo aquilo que possa de imediato ser inserido nesta bibliografia, ela será continuamente alimentada por módulos.

São bem-vindas todas as colaborações para este trabalho que , pela sua própria natureza, é muito complexo. Agradeço as colaborações já recebidas de Vanessa de Almeida, Miguel Cardina e Luis Miguel.

Está já (13/5/2005) colocado o equivalente a cerca de mais de 250 páginas de texto, o que obrigou à sua divisão em seis entradas, Prevejo que no final terá mais, ficando a ser a mais completa bibliografia sobre este assunto jamais feita. O texto não está revisto e contém muitas gralhas e lapsos que serão corrigidos no final. Esta é uma primeira tentativa de sistematização que será aperfeiçoada e completada


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1 – BIBLIOGRAFIAS


"A Guerra Colonial Portuguesa: indicações bibliográficas", História e Ciência


Licínio Barradas, "Os comunistas em Portugal", Diário Popular, 11/11/1976


Centro de Documentação 25 de Abril, Fontes e bibliografia da transição democrática


Ronald H. Chilcote, Emerging Nationalism in Portuguese Africa; A Bibliography of Documentary Ephemera trough 1965, Stanford, Hoover Institution, 1969


Ronald H.Chilcote, A Revolução Portuguesa de 25 de Abril de 1974, Coimbra, Universidade de Coimbra, 1987


Ronald H. Chilcote, The Portuguese Revolution of 25 April 1974, Coimbra, Centro de Documentação 25 de Abril, 1998


(Conselho de Redacção), Estudos sobre o Comunismo,”Bibliografia Sistemática sobre o PCP ", Estudos sobre o Comunismo, 1984


Martinho de Freitas, "Análise dos textos revotucionários de autores da língua portuguesa editados em Portugal (1971)”, Época, 9 de Abril de 1972


Martinho de Freitas,"Caracteristicas da edição dos textos revolucionários em Portugal (1971), Época, 19 de Fevereiro de 1972


Martinho de Freitas, "Contributo ao estudo da edição de textos revolucionários em Portugal (1971)", Época, 30 de Novembro de 1971


Martinho de Freitas, "Segundo contributo ao estudo da edição de textos revolucionários em Portugal (1971)", Época, 19 de Dezembro de 1971


Martinho de Freitas, “Terceiro contributo ao estudo da edição de textos revolucionários em Portugal (1971)", Época., 4 de Janeiro de 1972


Martinho de Freitas, “Textos revolucionários e anexos editados em Portugal (1972-1 ° Trimestre)'”, Época, 16 de Abril de 1972; 21 de Maio de
1972

[Listas de livros de autores marxistas ou revolucionários publicados depois da “Iiberalização” marcelista.]


"Literatura Autobiográfica Da Resistência Ao Estado Novo (2)", História e Ciência, 20/Setembro/2003


José Pacheco Pereira, " Bibliografia sobre o movimento operário português desde a origem até 25 de Abril de 1974 (livros e artigos publicados de 1974 a 1980)", Análise Social, vol. XVII, 67-8, 1981.

[Esta bibliografia foi actualizada para 1981, 1982 e 1983 no Boletim de Estudos Operários, 1982, 1983 e 1984.]


José Pacheco Pereira, "Bibliografia sobre o movimento operário português desde a origem até 25 de Abril de 1974 (Livros e artigos publicados em 1983 e adenda àss bibliografias anteriores", Boletim de Estudos Operários, 6, Dezembro de 1984


José Pacheco Pereira, "L'historiographie ouvriére au Portugal", Le Mouvement Social, 123, Abril-Junho 1983


Viva Abril/Colecção 25 Abril

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2- LIVROS DE REFERÊNCIA, DICIONÁRIOS, ANUÁRIOS, CRONOLOGIAS, ESTATÍSTICAS


Pedro Ramos de Almeida, O Processo do Salazarismo (Relatório sobre Portugal), Lisboa, Edições Avante!, 1983


Zília Osório de Castro / João Esteves (Dir.), Dicionário no Feminino nos Séculos XIX-XX, Livros Horizonte, 2005


Joâo Morais / Luís Violante, Contribuição para uma Cronologia dos Factos Económicos e Sociais. Portugal 1926-1985, Lisboa, Livros Horizonte, 1986


António Nóvoa (Direcção), Dicionário de Educadores Portugueses, Porto, Edições Asa, 2003.


Respublica. Projecto em construção de um sistema generalizado sobre redes informativas em matérias de ciência política


Fernando Rosas / J. M. Brandão de Brito, Dicionário da História da Estado Novo, Vol. I e II. Lisboa, Círculo de Leitores, 1996


Richard F Starr, (Ed.), Yearbook on International Communist Affairs, 1966-1991, Stanford, Hoover Institution Press, 1966-1991

[Volumes anuais desde 1966. A parte portuguesa contém muitas informacões. mas também erros consideráveis.]


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3 – BIOGRAFIAS DE COMUNISTAS E OPOSICIONISTAS


Varela Gomes, “Angola: os amigos portugueses”, Diário de Lisboa, 16/7/1984

[Notas biográficas de portugueses que apoiaram em Angola a luta anti-colonial.]


António Macedo, Na Outra Margem de Abril. Pequenas Histórias de Grandes Homens, Lisboa, O Jornal, 1988

[Entre outros Cunhal, Delgado, Agostinho Neto, Abel Salazar, Soares, Sérgio, Zenha, Cal Brandão, Francisco Cachapuz, Victor Sá , Nário Castro, Ramos da Costa, Pulido Valente, Rudolfo de Abreu.]


Miguel Medina, Esboços. Antifascistas relatam as suas experiências nas prisões do fascismo, Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, 1999


Miguel Medina, Esboços. Antifascistas relatam as suas experiências nas prisões do fascismo 2, Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, 1999


António Almeida Santos, Quase retratos, Lisboa Notícias 2000

[Inclui Zenha. Palma Inácio, José Paulo Cardoso, Maria Barroso, Mário Soares, Natália Correia e outros.]


Mário Soares, Incursões Literárias, Lisboa, Círculo de Leitores, 2003

[Sucessão de retratos de várias figuras da literatura portuguesa, incluindo muitas referências a episódios vividos da história da oposição à ditadura. Entre os retratos incluem-se os de Cortesão. Rodrigues Lapa, Bento de Jesus Caraça, Rodrigues Migueis, Manuel Mendes, Casais Monteiro, Agostinho da Silva, Piteira Santos, Cardoso Pires, Natália Correia entre outros.]


Universidade Popular do Porto, Memórias do trabalho - testemunhos do Porto laboral no século XX


Vasco Pulido Valente, Retratos e Auto-retratos (Ensaios e Memórias) , Lisboa, Assírio e Alvim, 1992


António Ventura, Memórias da Resistência. Literatura da Resistência ao Estado Novo, Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, 2001

[Inclui textos de Acácio Tomás de Aquino, Adelino da Palma Carlos, Aida Paula, Alberto Vilaça, Alexandre Babo, Alexandre Cabral, Alexandre Vieira, Álvaro Cunhal, António Alçada Baptista, António Alexandre Tereso, António Macedo, António Modesto Navarro, António Neves Anacleto, António Simões de Abreu, Armindo Rodrigues, Bento Gonçalves Cândida Ventura, Cândido de Oliveira, Carlos Brito, Carlos Eugénio de Almeida, Celso Cruzeiro, César Oliveira, Correia Pires, Cunha Leal, Domingos Fernandes de Carvalho, Edmundo Pedro, Emídio Santana, Fernando de Brito Mateus, Fernando Gusmão, Fernando Miguel Bernardes, Fernando Mouga, Fernando Queiroga, Francisco Ferreira, Francisco Horta Catarino, Francisco Miguel, Garcez da Silva, Gilberto de Oliveira, Henrique de Barros, Henrique Galvão, Hipólito Raposo, Humberto Delgado, Jacinto Baptista, Jaime Serra, João Faria Borda, João Honrado, João Medina, João Sarmento Pimentel, João Varela Gomes, Joaquim Campino, Joaquim Gomes, Joaquim Pires Jorge, Joaquim Ribeiro, José Augusto França, José Francisco, José Gomes Ferreira, José Jorge Letria, José Magalhães Godinho, José Magro, José Manuel Tengarrinha, José Régio, José dos Reis Sequeira, José Ribeiro Santos, José Rodrigues Miguéis, José Silva, Kalidás Barreto, Lino de Carvalho, Lino Lima (José Ricardo), Lino Santos Coelho, Luís Calafate, Manuel Barbosa, Manuel da Costa e Melo, Manuel Firmo, Manuel Francisco Rodrigues, Manuel Joaquim de Sousa, Manuel da Silva, Manuel Rodrigues Lapa, Manuela Câncio Reis, Mário Dionísio, Mário Pais de Oliveira, Mário Sarmento, Mário Soares, Mateus da Silva Gregório, Miguel Wager Russel, Miguel Torga, Norton de Matos, Orlando Gonçalves, Pedro Rocha, Pedro Soares, Policarpo Marcelino Gonçalves, Raimundo Narciso, Raul Rego, Rui Perdigão, Sá Cardoso, Sérgio Ribeiro, Silva Marques, Sottomayor Cardia, Vasco da Gama Fernandes, Vergílio Ferreira, Virgínia de Moura.]


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ANTÓNIO SIMÕES DE ABREU


António Simões de Abreu, A raiva de Salazar contra a unidade democrática representada por Humberto Delgado e outros episódios por mim vividos em 32 anos de luta antifascista, Lisboa, Edições Sociais, 1975


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JOSÉ DE ABREU


José de Abreu. “Para a histôria da Juventude Comunista”, Juventude, 4, Junho 1975; 5, de Agosto 1975


[Carta de um fundador da JC, com muitos elementos sobre os primeiros anos do PCP e da JC, exilio em Timor, etc.]

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JOSÉ ALAIZ


Romeo Correia, Homens e Mulheres Vinculados às Terras do Almada (nas Artes, nas Letras e nas Ciências), AImada, 1978

[Colecção de elementos biográficos sobre personalidades do movimento operário e associativo local, incluindo vários comunistas, como Henrique Caetano do Sousa, José Alaiz, Alberto Araújo, Alexandre Castanheira, etc]


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JOSÉ DA FELICIDADE ALVES


Abílio tavares Cardoso / João Salvado Ribeiro (Org.), Testemunho Aberto. O Caso do padre Felicidade, Lisboa, Multinova, 1999


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ERNESTO AFONSO


Ernesto Afonso, Entrevista a Juventude, 11, Abril 1981


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JOSÉ AFONSO


José A. Salvador, José Afonso o Rosto da Utopia, Lisboa, Terramar, 1994


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LUIS DE ALBUQUERQUE


LuIs de Albuquerque, “Uma carta”, Vértice, 428-29, Janeiro-Fevereiro de 1980


Luis de Albuquerque, “Registo do Tempo”, Jornal de Letras, 294, 23 Fevereiro de 1988


Luis de Albuquerque, “Memórias da Vértice. Duas Histórias com Carlos de Oliveira”, Vértice, Abril de 1988


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MANUEL ALEGRE


Manuel Alegre, Rafael, Lisboa, Dom Quixote, 2004

[Obra de ficção autobiográfica sobre a clandestinidade e o exílio.]


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ANTÓNIO RAMOS DE ALMEIDA


“Homenagem a António Ramos de Almeida”, Vértice, 248-249, 1964


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CARLOS ALMEIDA


Carlos de Almeida, Nos cáceres do fascismo. Notas. Escritos. Reflexões, Coimbra, Atlântida Editora, 1974


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ANA MARIA ALVES


Ana Maria Alves, Comunicação e Silêncio . Textos de História , Política e de Circunstância, Lisboa, Livros Horizonte, 1990


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Padre FELICIDADE ALVES


José da Felicidade Alves (Apres.),Católicos e Política: de Humberto Delgado a Marcello Caetano, Edição do autor, S.l., S.d.


Felicidade Alves, “Fé e política marcaram encontro (Depoimento)”, Combate, Maio 1988


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FLÁVIO ALVES


António Maria Marques, «O envolvimento de Flávio Alves, na fuga de dois militantes do Comité Local de Lisboa, que se encontravam presos, no Governo Civil de Lisboa», Jornal do Barreiro, 17/10/1997


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LUIS DIAS AMADO


Luis Dias Amado, “Depoirnento”, Avante!, 230, 22/6/1978


Maria José Oliveira, "O meu pai foi toda a vida um lutador", Público, 9/5/2004

[Recordações autobiográficas de Luisa Irene Dias Amado, incluindo uma memória de seu pai Luis Dias Amado.]


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JORGE AMARO


Jorge Amaro, Entrevista a Versus, 5, 25/4 a 25/5/ 1984

[Histórias do PCP na década de 50]


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ATILANO DOS REIS AMBRÓSIO ("JORGE REIS")


Jorge Reis. Vida e Obra, V. F. Xira, C. M. V. F. Xira, 1995


Jorge Reis, A memória resguardada, Lisboa, Editorial Escritor, 1995


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ANTÓNIO NEVES ANACLETO


António Neves Anacleto, A Longa Luta. Preso, algemado e deportado, Lisboa, Ed. do Autor, s.d.


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ISRAEL ANAHORY


Francisco Ferreira. `Um idealista esquecido', O Tempo, 27 do Maio do 1987

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MANUEL ANDRADE


"Foi há 28 anos. A fuga de Peniche vista pelos que ficaram", Avante!, 14/1/1988

[Depoimentos de José Vitoriano, Severiano Falcão, Borges Coelho e Manuel Andrade.]


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MÁRIO PINTO DE ANDRADE


Fernando Correia da Silva, Mário Pinto de Andrade, Vidas Lusófonas, Abril 2005


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CARLOS ANTUNES


Rogério Rodrigues,” Dois clandestinos em Abril”, O Jornal , Abril 1984


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ALBERTO ARAÚJO


Romeo Correia, Homens e Mulheres Vinculados às Terras do Almada (nas Artes, nas Letras e nas Ciências), AImada, 1978

[Colecção de elementos biográficos sobre personalidades do movimento operário e associativo local, incluindo vários comunistas, como Henrique Caetano do Sousa, José Alaiz, Alberto Araújo, Alexandre Castanheira, etc]


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CARLOS DE ARAÚJO


[José Pacheco Pereira], “Carlos de Araújo”, Estudos sobre o Comunismo


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JORGE ARAÚJO


“Da cadeia para a liberdade passando por urn cenitério”, Avante!, 2/4/81

[Relato da fuga de Jorge Araujo e Silva Marques em 1962.]


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ALEXANDRE BABO


Alexandre Babo, Autobiografia . Notas e Alguns Contos e Alegações Proferidas no Porto em 4 de Maio de 1957 , Porto 1957


Alexandre Babo, “A 1ª Ediçao dos "Esteiros"“, Avante!, 27 de Dezembro de 1979


Alexandre Babo, Recordações de um Caminheiro, Lisboa, Escritor, 1992


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ARMANDO BACELAR


Armando Bacelar, Memorandum, s.e., si., Junho de 1992 (dactilog.)


Armando Bacelar, Memória de Tempos Idos, s.e., si., Novembro de 1992 (dactilog.)


Armando Bacelar, Memória dos Tempos Idos,Vila Nova de Famalicão, Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, 1994


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RAÚL BAPTISTA


[José Pacheco Pereira], “Raúl Batista”, Estudos sobre o Comunismo


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MANUEL BARBOSA


Manuel Barbosa, Luta pela Democracia nos Açores, Coimbra, Centeiha, 1978


Manuel Barbosa, Memórias das Ilhas Desafortunadas, Coimbra, Ed. autor, 1981


Manuel Barbosa, Enquanto o Galo Canta, Ribeira Grande, Ed. autor, 1985


Manuel Barbosa, Memórias da Cidade Futura, Ribeira Grande, Ed. autor, 1988


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MANUEL BARIDÓ


Manuel Baridó, Entrevista ao Diário de Lisboa de 18.1.1975

[Sobre o 18 de Janeiro de 1934]


Manuel Baridó, Entrevista ao Diário, 19.1.1976


[Sobre o 18 de Janeiro de 1934]


Manuel Baridó, Entrevista a Alavanca, 45,14-20/1/1976


Manuel Baridó, Entrevista a Juventude, 9, Janeiro 1976


(Manuel Baridó ),” Vinte anos nas prisões salazaristas nâo quebraram o operário vidreiro”, Jornal de Noticias, 1/5/1986


Manuel de Sousa Baridó, Marinha Grande


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MARIA BARROSO


Leonor Xavier, Maria Barroso Um Olhar Sobre a Vida, Lisboa, Difusão Cultural, 1995


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ARTUR BATISTA VIEIRA BASTOS


[José Pacheco Pereira], “Artur Batista Vieira Bastos”, Estudos sobre o Comunismo


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DÁRIO BASTOS


Dário Bastos, Um homem na rua, Póvoa de Lanhoso, C. M. Póvoa de Lanhoso, 1996


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LUDGERO PINTO BASTO


António Melo, "Morreu Ludgero Pinto Basto, comunista e antiestalinista", Público, 25/5/2005


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FERNANDO MIGUEL BERNARDES


Fernando Miguel Bernardes, Escrito na Cela - Testemunho e Narrativa, Lisboa, Avante!, 1982


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MANUELA BERNARDINO


Manuela Bernardino, «Fascismo nunca mais», O Militante, 270, Maio/Junho 2004


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CARLOS BRITO


Carlos Brito, Anotações dos dias - Poemas da prisão, Lisboa, Edições Avante, ...


Carlos Brito, Tempo de Subversão. Páginas Vividas da Resistência, Lisboa, Avante, 1998


Carlos Brito, Vale a Pena Ter Esperança, Lisboa, Caminho, 1999


Carlos Brito, As Páginas Tantas, Porto, Campo da Letras, 2000


Carlos Brito, Águas do meu contar, Porto, Campo das Letras,2002


Fernando Diogo / Conceição Branco, Entrevista a Carlos Brito, Expresso, 17/8/2002


Rogério Rodrigues,” Dois clandestinos em Abril”, O Jornal , Abril 1984


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ANTÓNIO DINIS CABAÇO


Ana Paula Assunção, ”A Revolta dos Marinheiros 8 de Setembro de 1936 Testemunho de António Dinis Cabaço”, Boletim Cultural (Câmara Municipal de Loures) 4, 1988


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MANUEL CABANAS


"Faleceu Manuel Cabanas, figura ilustre do Algarve", Jornal do Algarve, 1/6/95


"Manuel Cabanas", A Verdade da Mentira


Mestre Manuel Cabanas, Galeria João Martins


Jorge Morais "Mestre de Gerações - Manuel Cabanas entre os seus: um testemunho pessoal (1)", Jornal do Barreiro

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ALEXANDRE CABRAL


Alexandre Cabral, Memórias de um Resistente, Porto, Editorial Inova, 1970


Alexandre Cabral, “Memória de um Camarada”, Avante!, 27 de Dezernbro de 1979

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FRANCISCO BARROS CACHAPUZ ("PAULO DE CASTRO")


Paulo de Castro, “A “Política do Espírito” ou uma flor do monturo (Notas de um caderno de memórias)”, Diário de Notícias, 10/9/1984

[Recordações autobiográficas da manifestação do 31 de Janeiro de 1933 no Porto e da prisão do autor Francisco Barros Cachapuz]


Paulo Castro, "Agonia de Barcelona e Diáspora portuguesa", Diário de Notícias, 3/11/1984


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LUIS CALAFATE


Luís Calafate, A liberdade tem um preço, Póvoa do Varzim, Edição do Autor, 1975


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A. VICENTE CAMPINAS


A.Vicente Campinas, ”Alojamento "" no Aljube custava 10$00 por dia “ Jornal de Noticias , 1/V/1986


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JOAQUIM CAMPINO


Joaquim Campino, Histórias Clandestinas, Lisboa, Edições Avante!, 1990

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ALICE CAPELA


«Jovens tipógrafos clandestinos», Avante!, 12/2/81


[Depoimentos de Alice Capela, Carlos Pires, Veríssima Rodrigues e Maria Machado.]

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BENTO DE JESUS CARAÇA


Isabel César Anjo / Alberto Pedroso, Pequenas Biografias de Gente Grande , s.l. Editorial Maré, 1989


J. Barata-Moura, Linhas de rumo do pensamento de Bento de Jesus Caraça. Lisboa, Instituto Superior de Economia e Gestão – ISEG, 2001


Ludgero Pinto Basto, "Nessas reuniões na Brasileira Bento Caraça fazia verdadeiros cursos no café"- Entrevista com o Dr. Ludgero Pinto Basto", CGTP - Associação para o Ensino Bento de Jesus Caraça


N. Bebiano, "Bento de Jesus Caraça e a Matemática, aquela difusa substância", Gazeta de Matemática, Lisboa, 141, Jul. 2001


N. Bebiano, "Bento de Jesus Caraça: esboço biográfico" Gazeta de Matemática, Lisboa, 141, Jul. 2001


(Esteves Belo)"Além do professor nós víamos o cidadão interveniente" Entrevista com o Dr. Esteves Belo, CGTP - Bento de Jesus Caraça


“Bento de Jesus Caraça”, CGTP - Associação para o Ensino Bento de Jesus Caraça


Bento de Jesus Caraça. Perspectivas dobre o homem e a obra, Guarda, Instituto Politècnico da Guarda, 2001


[Inclui entre outros os seguintes textos e depoimentos

A. Coelho, Bento de Jesus Caraça: Um Homem Espantoso e Admirável. Trabalho e Sociedade: Ciclo de Conferências

L. Dinis, Uma Carta de Bento Caraça para o meu pai

C. Dobreira, Bento de Jesus Caraça, cidadão e amante da Serra da Estrela - Depoimento

M. Fischer, As Minhas recordações das lições do professor Bento de Jesus Caraça e da sua personalidade

M. Gusmão, Bento de Jesus Caraça: 1901-2001.

G. Lami, "Ah, não gosta de Matemática, então vai passar a gostar".

G. Lami, Conceitos fundamentais da Matemática: algumas reflexões sobre o seu conteúdo e alcance pedagógico

S. Ribeiro, Seminário de Matemáticas Gerais Bento de Jesus Caraça: testemunho.]


Bento de Jesus Caraça, Conferências e outros escritos, Lisboa, 1978


Bento de Jesus Caraça, Cultura e Emancipação (1929 - 1933), Porto, Campo das Letras, 2002


J. Caraça, "Bento de Jesus Caraça: Cem Anos pela Fraternidade", Gazeta de Matemática, Lisboa, 141, Jul. 2001


100° aniversário do nascimento do Professor Bento de Jesus Caraça (CD-ROM), Fundação Mário Soares, 2001


António Borges Coelho, "Um homem espantoso e admirável"- Entrevista com Prof.Doutor António Borges Coelho", CGTP - Associação para o Ensino Bento de Jesus Caraça


Álvaro Cunhal, “Bento de Jesus Caraça rnorreu ha 30 anos”, Avante! , 22 de Junho de 1978


(Álvaro Cunhal), “Entrevista com Alvaro Cunhal. Bento Caraça insigne intelectual comunista “, Avante !, 22/6/1995


Luís Augusto Costa Dias, “Missão Histórica” e o “Papel dos Intelectuais” na Filosofia da Cultura de Bento de Jesus Caraça”, Revista de História das Ideias, vol. 24, 2003-12-23


Mário Dionísio, “Evocaçäo de Bento Caraça”, Vértice, 412-413, Setembro de 1978


José Magalhães Godinho, "Relembrar Bento Caraça", Portugal Socialista, 164, Junho 1982


Leonor Lains, “Bento Jesus Caraça”, Vidas Lusófonos


Cleide Farias de Medeiros / Alexandre Medeiros, O Pensamento Dialético De Bento De Jesus Caraça E Sua Concepção Da Educação Matemática / The dialectical thinking of Bento de Jesus Caraça and his conception of mathematics education

U. Nascimento, "Bento de Jesus Caraça: o homem e o seu tempo", Gazeta de Matemática, Lisboa, 141, Jul. 2001


Alberto Pedroso,”Bento Caraça e a extinção do MUD”, Vértice , 6 , Setembro 1988


António Pedro Pita, “Crise e enciclopedismo. A tarefa dos intelectuais segundo Bento Caraça”, Revista de História das Ideias, vol. 24, 2003


Fernando Vieira de Sá, Cartas na Mesa. Recordando Bento de Jesus Caraça e a «Biblioteca Cosmos», Almada. Moinho de Papel, 2004


Mário Soares, Incursões Literárias, Lisboa, Círculo de Leitores, 2003

[Sucessão de retratos de várias figuras incluindo Bento de Jesus Caraça, entre outros.]


P. Sucena, Bento Caraça: relance sobre o seu percurso humano e cívico

Alberto Vilaça, "Roteiro para Algumas Ideias Fundamentais de Caraça”, Vértice, 28, 1969


Alberto Vilaça, Bento de Jesus Caraça: militante integral do ser integral. Porto, Campo das Letras, 1999


Alberto Vilaça, "Bento de Jesus Caraça como militante político", O Militante, 253, Julho/Agosto 2001


António de Sequeira Zilhão, O Prof. Bento de Jesus Caraça - Presença Viva do Seu Pensamento e da Exemplaridade da Sua Acção Cultural e Cívica ,s.l., Ler Editora, 1981


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MÁRIO SOTTOMAYOR CARDIA


Sottomayor Cardia, O dilema da política portuguesa. Lisboa, Prelo, 1971


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ISABEL DO CARMO


Ilda Soares de Abreu, "Isabel do Carmo" [Entrevista], Faces de Eva, 12, 2004


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JOÃO AZEVEDO DO CARMO


João Azevedo do Carmo, Eu, meus senhores, amo a igualdade, Barreiro, Câmara Municipal do Barreiro, 2005


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DOMINGOS FERNANDES DE CARVALHO


Domingos Fernandes de Carvalho, Luta de Corticeiros, Lisboa. Edições Sociais, 1975


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GUILHERME DA COSTA CARVALHO


São José Almeida, "Libertado pela PIDE para Morrer ", Público, 6 de Março de 2004

[Depoimento de Albertina Diogo sobre a morte de Guilherme da Costa Carvalho.]


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LINO DE CARVALHO


Lino de Carvalho, 1969 Um Marco no Caminho para a Liberdade, Lisboa, Avante, 2000


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MÁRIO DE CARVALHO


Mário de Carvalho, "Autobiografia. Outrora agoras", Jornal de Letras, 15/9/2004


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PERFEITO DE CARVALHO


Francisco Canais Rocha,”Perfeito de Carvalho contra o monopólio Hinton”, História, 144, Setembro 1991


António Ventura, “O primeiro delegado operário português na União Soviética”, Seara Nova, n.° 1586, 5 Dezernbro de 1977

[Sobre a vida e a obra de Perfeito de Carvalho, baseado na biografia de Alexandre Vieira, com textos de P. de Carvalho.]


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ROGÉRIO DE CARVALHO


Fernando Barbosa Oliveira, Rogério de Carvalho ... Um momento das nossas vidas, Autor, 1976

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VASCO DE CARVALHO


António Melo, Entrevista a Vasco de Carvalho, Público, 2/5/2004


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JOSÉ CASANOVA


José Casanova, Crónicas Lusitanas, Amadora, Edições GrandAmadora, 1996


José Casanova, O Caminho das Aves, Lisboa, Editorial Caminho, 2002


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ALEXANDRE CASTANHEIRA


Romeo Correia, Homens e Mulheres Vinculados às Terras do Almada (nas Artes, nas Letras e nas Ciências), AImada, 1978

[Colecção de elementos biográficos sobre personalidades do movimento operário e associativo local, incluindo vários comunistas, como Henrique Caetano do Sousa, José Alaiz, Alberto Araújo, Alexandre Castanheira, etc]


Alexandre Castanheira, Cidadão a Tempo Inteiro . Discursos Intervenções Artigos , Almada, Outra Banda, 1993


Alexandre Castanheira, Outrar-se ou a Longa Invenção de Mim , Porto, Companhia das Letras, 2003


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ARMANDO DE CASTRO


Armando Castro, “A Dinâmica Económico-Social Portuguesa do Pós-Guerra (1946-1974) numa Perspectiva Teórico-Crítica Testemunhal”, Análise Social, 72-74, 1982


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ÁLVARO DUARTE CERDEIRA


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FRANCISCO DA HORTA CATARINO


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HENRIQUE CERQUEIRA


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JOÃO JOSÉ COCHOFEL


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ANTÓNIO BORGES COELHO


António Borges Coelho, "Um homem espantoso e admirável". Entrevista com Prof.Doutor António Borges Coelho", CGTP - Associação para o Ensino Bento de Jesus Caraça


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[Depoimentos de José Vitoriano, Severiano Falcão, Borges Coelho e Manuel Andrade.]


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JOSÉ DIAS COELHO


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[Inclui um depoimento de Margarida Tengarrinha.]


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Carlos Quental, A Morte de Dias Coelho; A Defesa que a Ordem me Confiou, Lisboa, Editorial Resistência, SARL, 1978


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LINO SANTOS COELHO


Lino Santos Coelho, Memórias de um Rebelde - Testemunhos do Terror Fascista, Em Marcha, Lisboa, 1981


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MÁRIO BROCHADO COELHO


Mário Brochado Coelho, Cinco Passos ao Sol (ciclos do efémero), PortoEdições Afrontamento, 1986


Mário Brochado Coelho, Lágrimas de Guerra, Porto, Afrontamento, 1989


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TERESA DIAS COELHO


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[Entrevista a Teresa Dias Coelho.]


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ACÁCIO JOSÉ DA COSTA


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AUGUSTO COSTA


Hermínio de Freitas Nunes, Augusto Costa - Um vidreiro no Tarrafal


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FRANCISCO DIAS DA COSTA


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JOÃO BÉNARD DA COSTA


João Bénard da Costa, Nós, os vencidos do catolicismo, Coimbra Edições Tenacitas 2003


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ORLANDO DA COSTA


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ÁLVARO CUNHAL


São José Almeida, “Alvaro Cunhal. Histórias e uma Vida”, Público (Magazine), 3/3/1991


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[Obra de ficção sobre a resistência comunista com referências a Álvaro Cunhal e Dinis Miranda]


Maria João Avillez, Conversas com Álvaro Cunhal e Outras Lembranças, Lisboa, Temas e Debates, 2004


Alexandra Isabel Carreira , Entrevista a Álvaro Cunhal, Expresso, 31/5/2003


Ana Margarida Carvalho, “Cunhal esse desconhecido”, Visão, 6/9/2001


Ana Margarida de Carvalho, "Amanhãs que (ainda) cantam", Visão, 8/4/2004

[Sobre a adaptação televisiva de um livro de Cunhal]


Álvaro Cunhal, Algumas Experiências de 50 Anos de Luta do PCP s.l. , Edição da Direcção da Organização Regional do Norte, s.d. (1971)


Álvaro Cunhal, O Radicalismo Pequeno Burguês de Fachada Socialista s.l. Edição das Organizações Estudantis do PCP, 1971


Álvaro Cunhal , O Radicalismo Pequeno Burguês de Fachada Socialista (2ªEdição) , s.l. , "Edições ""Avante", 1971


Álvaro Cunhal, A Força Invencível do Movimento Comunista,Lisboa Edições Avante!, 1975


Álvaro Cunhal , O Partido com Paredes de Vidro, Lisboa, Edições Avante !, 1985


(Álvaro Cunhal), O Partido Comunista da «Reorganização» dos Anos 40 ao 25 De Abril Conferência de Álvaro Cunhal no Seminário «Para a história da oposição ao Estado Novo» Universidade Nova de Lisboa - 9 de Abril de 1992


Álvaro Cunhal, A Revolução Portuguesa . O Passado e o Futuro . 2ª Edição Precedida de um Artgo do Autor Sobre ""A Revolução de Abril 20 Anos Depois”, Lisboa , Edições Avante!, 1994


Álvaro Cunhal, Acção Revolucionária, Capitulação e Aventura, Lisboa, Ed. Avante!, 1994


(Álvaro Cunhal), “Entrevista com Alvaro Cunhal. Bento Caraça insigne intelectual comunista “, Avante !, 22/6/1995


Álvaro Cunhal, Duas Intervenções numa Reunião de Quadros, Lisboa, Editorial Avante!, 1996


Álvaro Cunhal, As Vertentes Fundamentais da Democracia, Matosinhos Câmara Municipal, 1996


Álvaro Cunhal, Rumo à Vitória. As Tarefas do Partido na Revolução Democrática e Nacional, Lisboa, Edições Avante, 2001


Álvaro Cunhal, O Aborto Causas e Soluções . Tese Apresentada em 1940 para Exame no 5º Ano Juridico da Faculdade de Direito de Lisboa , Lisboa, Campo das Letras, ...


Francisco Ferreira, Álvaro Cunhal Herói Soviético, Lisboa, 1977


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António Soares Moreira, O "Camarada" Alvaro Cunhal (De Frente, de Perfil e de Costas), Porto 1978


Edmundo Pedro "Alvaro Cunhal , camarada". Uma intencional (in)correcção à História", Semanário, 26/1/1985


José Pacheco Pereira “Os Rivais de Cunhal”, Público de 4 de Dezembro de 1992


José Pacheco Pereira, Álvaro Cunhal. uma Biografia Política. ""Daniel". O Revolucionário (1913-1941) . Vol.1, Lisboa, Temas e Debates, 1999


José Pacheco Pereira, Álvaro Cunhal, uma Biografia Política, ""Duarte". O Dirigente Clandestino (1941-1949) , Lisboa, Temas e Debates, 2001


António José Queirós, "Documentos inéditos para a História Contemporânea de Portugal - Correspondência entre Álvaro Cunhal e Sarmento Pimentel", Jornal de Vila Meã, 53, Novembro 2003


Rogério Rodrigues,, "Cunhal: o ABC dos comunistas portugueses”, 0 Jornal, 23 de Julho do 1982


Rogério Rodrigues,”Cunhal, o rosto de um mito”, O Jornal, 21/3/86


R[ogério] R[odrigues], “Alvaro Cunhal: 0 Ultirno Cornbate”, 0 Jornal (Ilustrado), 31/10/1991


A[ugusto] M. S[eabra], “0 Nome é Alvaro Cunhal”, Expresso, 24/4/1982


Torcato Sepúlveda- “0 Homem da Bicicleta”, Público (Magazine) , 3/3/1991


Manuel Tiago, A Estrela de Seis Pontas , Lisboa , Edições Avante !, 1994


Manuel Tiago, Cinco Dias Cinco Noites . Novela, Lisboa, Edições Avante!, 1996


Manuel Tiago, A Casa de Eulália, Lisboa, Edições Avante!, 1997


Manuel Tiago, Fronteiras, Edições Avante!, Novembro de 1998


Manuel Tiago, Lutas e Vidas.Um Conto, Lisboa, Edições Avante!, 2003


Vasco Pulido Valente, "A educação de um chefe”, K , Outubro 1991


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AVELINO CUNHAL


Avelino Cunhal. Pintura, V. F. Xira, Biblioteca Municipal de V. F. Xira 2003

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BIBLIOGRAFIA SISTEMÁTICA SOBRE O PCP, OS MOVIMENTOS COMUNISTAS E RADICAIS E A OPOSIÇÃO POLÍTICA E SOCIAL ATÉ 25 DE ABRIL DE 1974 (Em organização) - II PARTE

Secção: Bibliografia

BIOGRAFIAS (D - O )


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O Berço da Memória, Torres Novas, Câmara Municipal de Torres Novas, 1996


Catálogo da Exposição - 30 Anos da Morte de Humberto Delgado, Biblioteca-Museu da República e da Resistência


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Iva Delgado, "O Brasil e a saga de Humberto Delgado", em Oswaldo Coggiola (Org.), Espanha e Portugal. O fim das ditaduras , São Paulo, FFLCH História USP, 1995


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Manuel Garcia / Lourdes Maurício, O Caso Delgado: autópsia da "Operação Outono" , Lisboa, Jornal Expresso, 1977


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ALBERTINA DIOGO


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[Depoimento autobiográfico de Albertina Diogo.]


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ADALBERTO DOMINGOS


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CATARINA EUFÉMIA


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SEVERIANO FALCÃO


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VASCO DA GAMA FERNANDES


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BELMIRO FERREIRA


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FRANCISCO FERREIRA


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[Memórias da vida de F. Ferreira na URSS desde 1939, com elementos para a história da organizaçao do PCP na URSS e sobre as reiações dos exilados comunistas corn o movimento comunista internacional. Dados sobre Pavel.]


Francisco Ferreira, "Após Agosto de 1939", Portugal Socialista, 56 1975


Francisco Ferreira, "A Checoslováquia e os inimigos da democracia", Portugal Socialista, 57, 1975

Francisco Ferreira, 26 Anos na União Soviética - Notas de Exílio do "Chico da CUF", Afrodite, Lisboa, 1975


Francisco Ferreira / Maria Llistó Martinez, A URSS vista pela sua própria imprensa, Lisboa, Perspectivas e Realidades, 1976


Francisco Ferreira, "Pavel encoontra-se em Lisboa", Jornal Novo, 1976


Francisco Ferreira, "Carta aberta ao Serviço de Extinção da PIDE /DGS", Tempo, 29/6/1978

[Dados autobiográficos]


Francisco Ferreira, Entrevista a 0 Tempo do 12/11/1979


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Francisco Ferreira, "Um idealista esquecido", O Tempo, 1982


António Maria Marques, «Quem foi Francisco Ferreira? Chico da CUF», Jornal do Barreiro, 27/02/1998


António Moreira, "Entrevista com Francisco Augusto Ferreira (Chico da CUF)", Estudos sobre o Cornunismo, 2, Janeiro-Abril de 1984


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[Sobre a história da FJCP.]


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José Gomes Ferreira, Dias Comuns I. Passos Efémeros de 1 de Outubro de 1965 a 31 de Dezembro de 1966, Lisboa, Dom Quixote, 1990


José Gomes Ferreira, Dias Comuns II. A Idade do Malogro. Lisboa, 1 de Janeiro de 1967. Lisboa, 31 de Maio de 1967, Lisboa, Dom Quixote, 1998


José Gomes Ferreira, Dias Comuns III. Ponte Inquieta. Lisboa, 1 de Junho de 1967. Lisboa, 31 de Dezembro de 1967, Lisboa, Dom Quixote, 1999


José Gomes Ferreira, Dias Comuns IV. Laboratório de Cinzas. Diário, Lisboa, Dom Quixote, 2004


José Gomes Ferreira


José Gomes Ferreira, Operário das Palavras. Catálogo da Exposição Comemorativa do Centenário do Nascimento, Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa, 2001


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MANUEL FIRMO


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JÚLIO FOGAÇA


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LÍLIA DA FONSECA


[Hortense de Almeida], "Lília da Fonseca - Depoimento escrito por Hortense de Almeida , irmã de Lília", Faces de Eva, 9, 2003


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MANUEL DA FONSECA


Mário Dionísio, "Manuel da Fonseca”, em Manuel da Fonseca, Poemas Completos, Lisboa, Portugália Editora, 1969


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JOSÉ FRANCISCO


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José Francisco / A. Tomás de Aquino / Artur Modesto, "Ainda o 18 de Janeiro - Resposta à Seara Nova", A Batalha, 9, 1975


José Francisco, "A luta dos trabalhadores pela conquista do horário do trabalho", Voz Anarquista, 57, Outubro 1981


José Francisco Episódios da minha vida familiar e de militante confederal, Lisboa, Edições Sementeira, 1982


José Francisco, Páginas do Historial Cegetista, Lisboa, Editora Sementeira, 1983


José Francisco, " Para que conste: Federaçâo Maximalista Portuguesa ( Embriâo do Partido Comunista Português) ". A Batalha, 110 Junho-Julho 1985


José Francisco, Ultimas Páginas 1986/1987, Lisboa, Editora Sementeira, 1987


António Maria Marques, «A prisão de José Francisco na CP», Jornal do Barreiro, 05/09/1997


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BERNARD FREUND / "RENÉ"


Linda Kundrátová, Os contactos da oposição portuguesa antisalazarista com a Checoslováquia entre 1933–1974. Contribuição para o estudo das relações luso-checas.


João Arsénio Nunes "O Camarada René e a Juventude Comunista no princípio dos anos 30”, Uma vida em História. Estudos em homenagem a António Borges Coelho, Lisboa, 2001


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HENRIQUE GALVÃO


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Henrique Galvão, Diário de Peniche, Lisboa Livraria Popular de Francisco Franco.


Henrique Galvão, O Assalto ao Santa Maria, Lisboa, Delfos, 1974


Henrique Galvão, Da minha luta contra o Salazarismo e o Comunismo em Portugal, Lisboa, Arcádia, 1976

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ANTÓNIO GERVÁSIO


António Gervásio / Francisco Miguel, Pela reforma Agrária; A Terra a quem a trabalha, Lisboa, Edições Avante!, 1975


António Gervásio, O P.C.P e a Resistência contra a ditadura fascista no concelho de Montemor-o-Novo, Montemor-o-Novo, 1994


António Gervásio, Lutas de Massas em Abril e Maio de 1962 no Sul do País, Lisboa, Edições Avante!, 1996


João Madeira / Luis Farinha, "Golo!". Entrevista com Antonio Gervásio", História, 28, Setembro 2000


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José Magalhães Godinho, 3 Comunicações (apresentadas ao I Congresso Nacional de Advogados de Novembro de 1972), Lisboa, Autor, 1973


José Magalhães Godinho, Viseu: retrospectiva da Oposição, República, 1973


José Magalhães Godinho, Carta aberta ao Presidente do Conselho. Análise de um regime, Editorial República, 1973


José Magalhães Godinho, Quando falar e escrever era perigoso (antes do 25 de Abril), Lisboa, 1979


José Magalhães Godinho, "A fraca memória (?) de Marcelo Caetano",O Jornal, 274, 1980


José Magalhães Godinho, "A actuação de Melo Castro", O Jornal, 283, 1980


José Magalhães Godinho, "Relembrar Bento Caraça”, Portugal Socialista, 164, Junho 1982


José Magalhães Godinho, "A greve de 1931 e a Revolução da Madeira", Diário de Lisboa, 1982


José Magalhães Godinho," A propósito de um artigo", Diário de Lisboa, 1982


José Magalhães Godinho, "O assalto em 1930 ao Ministério da Instrução", Diário de Lisboa,1982


José Magalhães Godinho, Falas e Escritos Políticos, Lisboa, Moraes Editores, 1983


José Maga1hães Godinho, "As tentativas de Reagrupamento nos anos 40", Diário de Noticias, 1/3/1984


José Maga1hães Godinho, "Juntar todos os de boa memória", Diário de Noticias, 29/3/1984


José Magalhães Godinho, “Como nasceu o MUD em 1945”, em João Medina (Org.), História Contemporânea de Portugal / Diatdura: O Estado Novo de 29 de Maio ao Movimento dos Capitães, T. II, Lisboa, Amigos do Livro Editores, 1985


José Magalhães Godinho, Pela liberdade, Lisboa, Alfa, 1990


José Magalhães Godinho, Pedaços de uma Vida, Lisboa, Editora Pegaso, 1992


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Domingos da Costa Gomes, Regionalização de Trás-os-Montes, Porto, Campo das Letras, 2001


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JOÃO VARELA GOMES


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JOAQUIM GOMES


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[Com depoimento de Joaquim Gomes.]


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MARIA EUGÉNIA VARELA GOMES


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RUI LUIS GOMES


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SOEIRO PEREIRA GOMES


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