Secção: Organizações - PCP

maio 13, 2004

EDITORAS COMUNISTAS DO PORTO (1930-1)

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Beneficiando da menor repressão às actividades comunistas no Porto do que em Lisboa, apareceram na cidade duas “editoras” que publicaram livros de carácter marxista e pró-soviético, no início dos anos trinta. Uma, “Edições Era Nova”, sediada na Avenida dos Aliados, 156-8, publica o livro de M. Sherwood, As Mentiras Imperialistas ; Uma Cruzada Contra a Rússia, 1930, em versão portuguesa de Sousa Martins e Artur Roriz. A outra editora, “Editorial Moutinho”, pertencia a José Moutinho, militante comunista portuense. Moutinho, que tinha como profissão empregado de escritório, era membro do PCP desde pelo menos 1925, tendo tido vários cargos na estrutura comunista, membro do Comité Regional do Norte (1926), e da organização do Socorro Vermelho. Era igualmente activista sindical na União dos Empregados do Comércio do Porto. Foi redactor da Bandeira Vermelha (1925) e director de Resistência (1929). Em 1926 foi um dos delegados do Porto ao II Congresso do PCP. Posteriormente, e segundo testemunho de José da Silva, afastou-se da actividade política.
A Editorial Moutinho publicou uma das primeiras edições portuguesas do Manifesto Comunista, Porto, 1931, precedida da seguinte nota:

EDITORIAL MOUTINHO apresenta o seu primeiro livro, Manifesto Comunista, obra formidável de extraordinária visão poética, escrita em 1848 por MARX e ENGELS.
Toda a doutrinação comunista tem por base esta importante obra, indispensável a todos os que desejem conhecer a sério as razões fundamentais do marxismo, como ponto de partida para um estudo completo sabre essa doutrina.

Estas “editoras” desapareceram logo a seguir a estas publicações.

Publicado por José Pacheco Pereira em 01:13 AM | Comentários (2)

maio 12, 2004

LIVRO SOBRE AS "COMPANHEIRAS" CLANDESTINAS

Foi publicado um novo livro de Ana Barradas sobre as "companheiras" das casas do partido. Lê-se no texto da contra-capa: «As mulheres das casas ilegais não assumiam apenas uma identidade falsa, tinham de construir uma ficção em volta de si próprias e transformar-se aos olhos dos de fora em algo que não eram. Quando uma casa era assaltada pela polícia e não se podia já evitar a sua queda, a “amiga da casa” tinha duas tarefas muito específicas a realizar: queimar apontamentos, notas, imprensa partidária e, se possível, proteger a fuga do companheiro, deixando-se apanhar em seu lugar para ganhar tempo e desviar a atenção dos agentes.»

Segue o índice :

Índice
Introdução
A clandestinidade do PCP, a oposição e a polícia fascista
Situação da mulher trabalhadora
A mulher, “esteio da família e da ordem social”
Oposição das mulheres ao regime
As casas do partido
As comunistas, o casamento e a família
2º Congresso: “abertura” para as mulheres
O 3Páginas
Como viviam as clandestinas
Tipografias do Partido
As comunistas e a moral sexual
Machismo no partido
Prisão, tortura, julgamento e condenação
Porque aderiam as mulheres ao Partido?
O partido que resistiu a regime
Prisões e lutas de mulheres. Repressão sobre as democratas e militantes
Notas biográficas de mulheres clandestinas
Bibliografia

Publicado por José Pacheco Pereira em 12:11 AM | Comentários (0)

outubro 21, 2003

ARA - Página pessoal de Raimundo Narciso

Raimundo Narciso tem uma página pessoal na Internet que inclui não só excertos do seu livro memorialístico sobre a ARA, como outra documentação sobre esta organização armada do PCP.

Publicado por José Pacheco Pereira em 06:49 PM | Comentários (1)